Mais um dia em que as palavras que não disse continuam sem previsão de quando irei dizê-las. Estranho.
Hoje acordei com a língua presa. Presa dentro da boca. O pouco que eu falei não merecia ser dito, e nada tem grande valor. Minhas palavras não valem.
Meu corpo precisa de euforia, de aventura. De perigo principalmente, até porque a verdade sobre as situações nem sempre é bela. Uma espécie de cansaço, cansaço talvez imaginário, que por vezes toma conta de mim e de tudo aquilo que eu não consigo ser. O chá já está frio na caneca, e a caneca ainda está quente do chá. O tempo passou.
Fernanda Paiva
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