sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Teu corpo. Teu gosto.
Meu corpo. Mais uma vez lembro do teu corpo, como se fossem as ruas que caminhei hoje. Estou cansada. Cansada de querer-te e temer que o tempo não aproxime nossas vidas.
Os músculos exaustos do teu braço, denotam o quão cansada eu estou de caminhar na busca incessante por ti. Ruas não me dizem mais nada, números são abstratos. Teu corpo é o desejo das minhas mãos e o braile pros meus olhos.

Quisera eu ter-te aqui, entre minhas pernas
brindando a noite sob meu ventre. 

Perdoa minha falta de tato pra falar essas coisas, porém juro pela minha alma que sinto tuas mãos no meu pescoço e teus lábios na minha boca.
Eu tô cansada, te juro que estou cansada. E tudo é questão de merecimento. Não te mereço ao meu lado, e tão pouco sei sobre destino. Se essa coisa toda de fé funciona nós ainda nos veremos na próxima esquina da vida. Diz que chove e esse calor todo me desorienta, me queima e aflige minha pele. A natureza não partilha do meu estado de espirito, lá fora tudo está aonde tem que estar. E o que me deixa em estado de distanásia é saber que teu corpo está do outro lado da janela.



Fernanda Paiva

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