Não é romantismo, é simplesmente a realidade. Não farei juras de amor, nem prometerei aquilo que não irei cumprir.
Só que agora neste instante sinto, vejo, quase toco quem tua presença em mim. Estranhamente gostosa a sensação desta certeza, algo leve, invisível a olhos descrentes. Gosto da temperatura do teu corpo, e do jeito como me olha nos olhos, gosto do sorriso antes de dormir e das músicas pela manhã, odeio tuas irônias, principalmente quando elas tiram minha roupa, gosto da inteligência... aquela inteligência que me excita. O toque, das mãos que descobrem meus segredos (que entre nós já fazem parte de uma história), gosto de como escreve músicas nas minhas costelas, e do jeito que desenha lábios nas minhas costas. Gosto do homem que me faz mulher, e do menino que me tira do sério. Sei que a bagunça do teu quarto é a mesma dos teus pensamentos, e isto me faz sorrir. Gosto das besteiras, mesmo que por vezes sejam sem graça. Gosto do desenho das tuas mãos, e da textura da tua pele, o toque dos teus lábios ao tocarem os meus. As nossas saudades quando se encontram, e os planos que traçam os dias.
Fernanda Paiva
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