sábado, 8 de setembro de 2012

Como quando tiro uma roupa que muito usada, suada, rasgada, fétida, imunda, manchada, tirei você de mim, do meu corpo, da minha mente, da minha respiração e doeu tanto entender que na verdade você nunca fez parte de mim. Dói. Doeu. Me despedi de ti, de nós e de tudo aquilo que não fomos, entenda que pedi perdão pra mim mesma e que de você eu não quero mais nada... Talvez eu queira apenas que você cresça, cresça como homem, e veja, assim como eu vi, que nunca fomos bons um para o outro.
Tão pouco sei sobre mim, e de você e nunca soube nada, nada que fosse bom pra mim, manchando minha alma, minha mente e meu corpo. Como um tufão, como um vento, uma tempestade fria, que me adoeceu isto foi, e é tua presença na minha vida.
Suma, desapareça. Estes são os meus desejos, desejos que me fazem lembrar de você.
Só que dessa vez não lavarei a roupa que usei, jogarei-a fora. Livrarei-me da sujeira da tua presença na minha vida.



Fernanda Paiva







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