Como se nada e tudo
fosse igual.
No tribunal da consciência
aquele tempo sendo julgado
de modo à perder os sentidos
perder a visão
perder o tato.
Condenada ao escuro mental
presa ,
solta por ai.
Esquecida por eles,
inútil como sentir frio e temer o calor,
abstrato como olhar e não ver,
inóspito como o vazio,
úmido e perdido no tempo.
Fernanda Paiva
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