sexta-feira, 13 de julho de 2012

E a gente cresce e entende que o amor não tira o ar, que na verdade ela facilita a respiração.
A gente muda o olhar, as ideias, os amigos alguns a gente esquece, outros jamais deixamos de lado. Começamos a andar com o casaco na bolsa,  e as verdades nas palmas das mãos. Tão pouco mudamos, e as mães passam a ser pequenas e dignas de proteção. Algumas músicas deixam de ser ouvidas, e outras viram trilha sonora. Aos poucos, vemos o mundo evoluir na mesma medidas que as mentiras são tão exatas e quasem viram verdades. Verdades inacreditavéis. O conteúdo passa a ser mais importante que o recipiente, e quanto mais conteúdo melhor aproveitamos.
Crescemos, e por vezes não sabemos jogar os jogos alheios e a hipocresia dói na carne. 



Fernanda Paiva

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